Autor: Pedro
Dia 25 de dezembro é Natal. Em quase todo o mundo, comemora-se o nascimento do meu Salvador. Eu o conheci este ano, quando uma amiga me convidou para ir à sua casa tomar um chai, sob a justificativa de saber como andava a saúde de minha sogra, que sofre de diabetes. Ela se ofereceu para orar pela melhora dela e me convidou para participar de uma reunião de oração. Aceitei o convite, um pouco desconfiada. Fui até lá porque, em minha cultura, como mulher, recebi o destino de ser responsável por cuidar da avó dos meus filhos. Devo honrá-la sendo uma boa esposa para o seu filho — para que ele tenha vida longa — e a melhor mãe que eu puder para os seus netos. Agindo assim, meu marido terá longevidade e transmitirá uma boa evolução espiritual ao meu espírito, trazendo bons carmas para minhas futuras reencarnações.
Durante a reunião, percebi que minha amiga e outras duas jovens mães, como eu, choravam durante as orações. Mas não era um choro de desespero; era de paz e esperança. Ao terminar a reunião, perguntei à minha amiga como podiam chorar com tanta paz, mesmo intercedendo por situações tão difíceis. Ela me respondeu que era o Espírito do Senhor Jesus que lhes dava paz e alegria, independentemente das circunstâncias. Explicou que, quando o Senhor Jesus nos amou, morreu na cruz por nossos pecados e ressuscitou ao terceiro dia, e que Ele venceu todo o mal, dando-nos esperança para vencer também.
Ela perguntou se eu acreditava em Jesus e se eu poderia orar com ela. Eu disse sim, e foi então que pedi para o Salvador nascer em mim. Desde aquele dia, nunca mais fui a mesma. Encontrei a única paz que me livrou do medo e da culpa que eu carregava.
Hoje sei que Ele vive dentro de mim e que o Seu Espírito Santo me guia por onde eu for. Mas, em meu estado, apenas 0,3% de 76 milhões de pessoas são cristãs.
O radicalismo religioso produziu leis que proíbem os cristãos de declararem publicamente sua fé, gerando atos de violência e ameaças contra quem se reúne. Além de linchamentos e apedrejamentos, nossos pastores e líderes são falsamente acusados de proselitismo e presos injustamente. Recebemos mais um alerta dos telejornais locais sobre ameaças de radicais hindus, com riscos de detenção e até prisão perpétua.
Para nossa proteção, nosso líder local dividiu nossas reuniões em três grupos menores. Semana passada soube que, no Brasil, o prefeito do Rio de Janeiro inaugurou em uma praça pública um batistério onde cristãos podem ser batizados ao ar livre, testemunhando sua fé.
Que alegria, que liberdade! Quem dera nosso Salvador fosse conhecido há mais tempo aqui.
Tomara que Ele continue nascendo em corações como o meu. Oro para que meu povo também seja salvo e liberto das correntes da escuridão e do medo.
Enquanto aguardamos, neste Natal celebraremos que o Salvador já nasceu e para sempre será lembrado e adorado — seja numa manjedoura, numa praça ou numa casinha apertada como a nossa. Pois o que importa, realmente, é que Ele vive e reinará para todo o sempre e sempre!! Aleluia!



