Autor: Douglas Laskosky – responsável pela área de Segurança do Missionário
Ela é Somali, tem 32 anos e é mãe de cinco filhos. Cresceu no islamismo, profundamente dedicada aos ensinamentos que recebeu desde a infância. Estudava o Alcorão com zelo e chegou a ensiná-lo a outros. Sua identidade estava completamente ligada à religião em que foi criada.
Com o tempo, por meio das redes sociais, começou a seguir alguns cristãos, não porque tivesse interesse na fé deles, mas para refutá-los e fortalecer ainda mais seus argumentos contra o cristianismo. Porém, enquanto buscava confrontar, acabou ouvindo sobre Jesus como nunca tinha ouvido antes. A mensagem do evangelho encontrou espaço em seu coração, e ela conheceu Aquele que salva de modo maravilhoso.
Sua conversão trouxe uma ruptura profunda em sua vida: ao descobrir sua nova fé, seu marido a abandonou. Para os somalis muçulmanos, a conversão ao cristianismo é uma vergonha familiar e, muitas vezes, a própria família se sente responsável por “resolver” a situação.
Um dia, enquanto estava fora, um amigo lhe telefonou desesperado: alguém havia implantado uma bomba em sua casa com a intenção de matá-la juntamente com seus filhos. Ele pediu que ela não voltasse de maneira alguma. Horas depois, a bomba explodiu e sua casa foi completamente destruída. Ela tirou fotos do que restou, não para lamentar, mas para lembrar do quanto Deus a preservou. Foi assim que ela fugiu para Uganda, o país que mais recebe refugiados no mundo.
Dez anos se passaram desde a explosão. Longe de sua terra, mas firme na fé, ela continuou se alimentando do evangelho que conheceu de forma tão dramática. E a dor se transformou em missão.
Hoje, vivendo entre refugiados na África Oriental, ela mantém igrejas em casas e reúne outros deslocados para falar sobre o amor de Cristo, que transformou sua história. Mesmo carregando as marcas da perda, ela declara que Jesus é maior e Sua alegria também.
Atualmente, ela serve como plantadora de igrejas, apoiada pela A Tarefa, testemunhando diariamente que nenhuma perseguição é capaz de silenciar uma vida verdadeiramente alcançada por Cristo.



